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Memórias presentes
 


Oi!

Cá estou de volta

meio por acaso

meio por culpa

de te ter abandonado

a tanto tempo.

Perdão meu blog,

tenho problemas

com essa coisa de internet.

Problemas materiais

como os virus de sempre

e a lentidão dessa conexão possível.

Problemas pessoais

como essa necessidade de periodicidade

ao mesmo tempo falta e descaso,

ao mesmo tempo descrença na modernidade

fruto de uma certa revolta latina (ou seria ladina?).

e de quebra preguiça...

perdão meu Blog

mas não vou prometer que não faço mais.

Tô sem vontade de mentir hoje.

Só posso dizer que eu volto.

Mais cedo ou mais tarde...

eu volto

 

 



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 00h22
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E depois de Belém do Grão-Pará

Da diversidade, complexidade e outras idades (I)

Eu confesso que já havia pressentido isso antes. Mas nunca como nesse encontro de Arqueologia da Amazônia eu tinha percebido com tanta nitidez a arrogância científica dos arqueólogos. São seres acima dos comuns, quase aristocráticos (ou nem quase) e com a pretensão dos imortais.

Estão se lixando para coisas como os atuais grupos indígenas, a gestão publica de bens - que não pertencem a eles, mas sim a sociedade - e não querem nem saber o que vai ser construído (gasodutos, hidrelétricas ou estradas) e quanto de patrimônio arqueológico será irremediavelmente perdido ou qual o tamanho do impacto que essa obra vai ter sobre as comunidades locais desde que sejam regiamente remunerados. Mundo louco esse...

Tenho pouco estomago pra isso. Embora precise admitir que quando comecei, tudo isso me encantava. Acho mesmo que era meu pequeno tirano interior falando por mim. Mas, como ainda cultivo a utopia de poder vencer esse pequeno tirano que tantas vezes se tornou grande em mim, consigo tolerar esse universo com alguma dificuldade e nenhum encanto outro senão a possibilidade de fazer algo diferente do que ai está.

Porém, atenção! Se é pra ser diferente que o seja mesmo e não apenas um simulacro para justificar minha própria ascensão e glorificação em meio aos imortais e arrogantes arqueólogos... Porque, enfim, a vaidade é uma qualidade aguda e tão afiada... quanto perigosa...

Parece que encontrei um caminho mais interessante. O estudo aprofundado do Acre pode dar origem a uma história arqueológica da Amazônia Ocidental e através disso encontrar paradigmas, princípios, conceitos e sentidos mais enriquecedores da sociedade do que o que se faz hoje...

Pode até ser... mas pode também ser apenas aquela conhecida e breve sensação de compreensão que daqui a pouco me deixa com a mesma velocidade e fluidez com que me chega...

De todo jeito...

Voltemos ao princípio...

Algo me diz que isso vale a pena...

E juro que não é a voz do meu pequeno tirano interior...

 

"E depois do começo

o que vier vai começar a ser o fim."



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 00h26
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ainda ecos de dentro

 

No inicio

era a intuição

da velha Wilma

o que me surpreendia.

 

Depois passei a acreditar no que via

e mais no que sentia que estava vendo.

 

Certa época conheci

a realidade não-comum

e as portas da percepção

se abriram ao infinito.

 

Depois desconfiei de tudo

porque o sempre é igual a nada.

 

Quando menos esperava

O universo conspirou

A meu favor

E a semente cumpriu sua sina.

 

Ainda hoje desafio sentidos

Pra me deparar com eles a cada volta do caminho...

Escrito por Marcos Vinicius Neves às 18h37
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da série "Ecos de dentro"

Contar histórias 2

 Arquivo memórias em meu disco rígido....bzbzbzbzbz... vírus detectado... bzbzbz... bzbzbz....rápido back up... bzbzbz.... é tarde de... bzbzbz... mais....bzbzbz bzzzz zzzz zzz zzz..............

  

Contar histórias 3

Se alguém me contasse eu não acreditava... mas foi assim... parece...

  

Contar histórias 4

 Cada história é a mais importante... a ultima, a definitiva...

  

Contar histórias 4 e ½

 Mahatma disse:

Cada homem carrega no peito um Deus...

Cada homem sobre a terra é um Deus...

adeus...

 

 Contar histórias 5

 E foi assim... há muito tempo....

 

 Contar histórias 6

 Quem conta um conto... aumenta um ...

 

 Contar histórias 7

 Só os que sabem pescar nas noites de lua...

 

 Contar histórias 8

 08 do 08 de 08 começa em Beijing a...

 

 Contar histórias 9

 ... lembrança da Praça da Paz Celestial...

 

 Contar histórias 10

 E cá estou no c... da madrugada

Provando apenas que sei contar...

Até dez...



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 12h18
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ecos de dentro

 A história é uma coisa engraçada na minha vida. Domina meus pensamentos tanto quanto conta os meus dias. História é como musica, quanto mais se escuta, melhor se escuta. Como um bom livro, capaz de recriar realidades e sonhos.

Mas quanto de história também significa recusa, dor e sofrimento... Contar histórias é viver histórias, com todos os seus respectivos fantasmas. Idéias existem que persistem mais tempo do que sou capaz de compreender plenamente no espaço de uma vida...

Alongo o tempo para vê-la quadro a quadro. Em câmera lenta se pode perceber até pequeníssimos detalhes da imagem e do movimento e da direção. Retenho as memórias coletivas e compreendo o destino de um povo...

Amo o que faço e, às vezes, sou amado e outras tantas odiado...

O que se há de fazer, senão contar histórias...

 

dia 27 de julho



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 16h05
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Quando só a musica pode nos salvar

“Faz um tempo eu quis

Fazer uma canção

pra você viver mais.

Deixei que tudo

Desaparecesse.

Perto do fim

Não pude mais encontrar

O amor ainda estava lá

O amor ainda estava lá”

Patu Fu



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 11h24
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44.28

"Eu ando pelo mundo

e meus amigos, cadê?

Minha alegia

Meu cansaço.

Meu amor, cadê você

Eu acordei

não tem ninguém

ao lado..."

 

Obrigado Calcanhoto, de novo...



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 00h26
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44.31

Para o homem comum, o mundo é estranho porque, se não está entediado com ele, está com raiva dele. Para um guerreiro, o mundo é misterioso porque é estupendo, assombroso, misterioso, insondável. Um guerreiro deve assumir a responsabilidade por estar aqui, neste mundo maravilhoso, nesse tempo maravilhoso.

Os atos têm poder. Especialmente quando a pessoa que age sabe que aqueles atos são sua última batalha. Há uma estranha felicidade em agir com o pleno conhecimento de que o que quer que ela esteja fazendo pode muito bem ser o seu último ato sobre a terra.

Dom Juan Matus - Viagem a Ixtlan



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 01h12
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44.32

Hay hombres que luchan um dia y son buenos. Hay otros que luchan um año y son mejores. Pero hay los que luchan por toda la vida, esos son los imprescindibles.

 

Não consigo mais me lembrar quem escreveu ou disse essa frase. Mas nunca esqueci que li esse texto quando caminhava e cantava e seguia a canção. Desde então me acendeu esse gosto por revoluções em geral, guerrilhas latino-americanas e dança flamenca. Desde então tenho um fraco por poesia em castelhano. Desde então um coração americano, um sabor de vinho e morte. E um estranho gosto por fronteiras.



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 01h33
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44.33

Como já dizia Raulzito:

“O ponto de vista é que é o ponto da questão.

Assim deveríamos ver o mundo. Estamos no hemisfério Sul. O sul é o topo do mundo. É de lá que o sol brilha no verão. Além disso, a humanidade se espalhou a partir da África. Atravessou a Ásia e chegou à América há 20.000 anos. A travessia do Atlântico só aconteceu há 500 anos. O que a gente não faz pra fazer parecer que a Europa ocupa o centro do mundo? É por isso, entre outras, que pra mim o ano começa agora no solstício de inverno. No Inti Raimi (Festa do Sol). Vamos aos Andes?



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 00h24
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44.35

Mais uma lua cheia perdida...

Em nossos desencontros no meio do corredor da casa.

 

Mais uma lua cheia...

A iluminar a nossa noite de conhecimento e assuntos novos.

 

Mais uma lua...

A me apontar a direção do olho que nos olha de cima.

 

Mais uma...

Tentativa de encontrar significados onde só existem acasos.

 

Mais...

Vontade de viver de boca cheia.

 

...

 

a



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 20h28
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Hong Kong é aqui

 

Esta semana estive de passagem em Brasiléia-Cobija. Nada demais, apenas a já manjada viagem de abastecimento de produtos made in China com cara de tecnologia de ponta. Mas duas imagens e uma experiencia me surpreenderam.

A primeira imagem foi a do canavial da Alcool Verde cercando a estrada pelos dois lados (que entre as curvas da BR, as vezes parecia cercada pelos quatro lados provocando uma sensação de que "tá tudo dominado!"). E eu nem estou falando nada sobre o "progresso", o "bio-combustível" ou a proibição do plantio da soja e da cana na Amazonia. Trata-se apenas uma prozaica e banal sensação de me ver sufocado pela cana alta que não deixa mais ver a floresta, mesmo que de longe, como no triste tempo em que a paisagem florestal era mediada apenas pelas pastagens. Cadê o pôr do sol??? Pra que lado ele ficava mesmo??? Imagem de um tempo que não sabe se passa ou se fica....

A segunda foi uma imagem cada vez mais comum, mas nem por isso menos paradoxal. Uma chola, daquelas bem bolivianas mesmo, com suas longas tranças penduradas nas costas, chapeuzinho e saia tão ampla quanto colorida, que andava apressada falando no celular! Uma visão contundente em sua normalidade... Afinal, houve uma época em que a visão das cholas me fazia pensar nos impérios e civilizações que se desenvolveram em nossa velha Ameríndia antes de terem sido dizimadas pelos "conquistadores". Hoje só me faz pensar no destino conquistado que todos nós, cada vez mais sem excessão, compartilhamos neste pequeno e maltratado planeta. Imagem de um tempo que já passou e se esqueceu de avisar...

Quanto à experiencia, esta foi verdadeiramente surpreendente. Em meio à famosa intragabilidade da comida boliviana, procuramos um lugar pra comer qualquer coisa enquanto os mal-educados comerciantes de Cobija tiravam sua providencial "siesta". E foi num pé sujo, ao pé da ladeira do sempre lerdo restaurante da "Abuelita", que encontramos uma "chinesa" de Hong Kong, que nos preparou um singelo mas muito saboroso prato de "pollo" empanado com arroz frito, acompanhado por molho agridoce e Shoyu. De lamber os beiços... Engraçado que a hora que se arrastava, de repente se tornou ligeira.

Coisas dos tempos e das viagens que não tem preço se não antecipamos seu destino.



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 17h55
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De carmas e dias

 

Lembrei de uma coisa sobre os textos abaixo. Aquilo tudo aconteceu no ultimo dia 31 de março. É o terceiro evento infeliz ocorrido no dia 31 de março, que eu me lembre, para esta já minha muito longa (apesar de tão breve) vida. Por isso lembrei de perguntar: Alguem sabe de alguma coisa boa sobre este fatídico dia 31? Será só comigo esse carma????



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 15h00
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depois de longo e ainda tenebroso inverno

Entre o ético e o patético (I)

Peço desculpas aos improváveis leitores desse blog, se é que eles existem depois de tanto tempo sem postar nada, mas eu simplesmente não resisto. E pra quem não entendeu, eu explico.

Depois de tão longa ausência, o mínimo que eu podia fazer era postar aqui neste blog algo muito interessante e de preferência inteligente. Entretanto, essa semana estive numa palestra inusitada e simplesmente não consigo resistir à tentação de tecer algumas considerações sobre o que vi e ouvi. Afinal são raras as ocasiões onde as contradições da insensatez humana afloram com tanta intensidade e transparência, já que o normal é as pessoas tentarem camuflar essa tormenta que se chama vaidade.

De um ponto de vista metalingüístico poderíamos dizer que se tratava de uma palestra de cientistas para autoridades. Mas o que se viu foi uma aula de marketing. Marcas de fantasia, propostas de fantasia, conhecimento de fantasia. Ali à frente do pequeno auditório estava a síntese da máxima “Uma imagem vale mais do que mil palavras”. Porque o importante não é o que se é, mas o que se parece ser...

Novamente explicando devo esclarecer. Na tal palestra havia muita gente do bem (aliás, acho que a grande maioria). Mesmo entre os que se apresentavam à frente. Na verdade, o show era pessoal e intransferível e estava concentrado em torno de dois super-pesquisadores. Senhores do bem e do mal e donos de todo o conhecimento. Tudo o que se sabe deve-se a eles. Antes deles não se fez nada. Só depois deles a história passou a existir. Ufa ! Melhor seria então dizer que ao invés de dois supercientistas estávamos diante de dois semi-deuses, porque, enfim, eles têm o poder supremo de criar o tudo onde nada existe.

Interessante que aqui e acolá os dois soltassem algumas informações pescadas dos trabalhos de fulano e de ciclano, mas isso não vem ao caso, pois que todo o brilho lhes pertence. Assim não precisam nem citar a fonte de onde tiraram aquelas “casuais” informações. Não se esqueçam que todo o conhecimento emana das iluminadas personalidades “científicas”. E como conhecimento é poder. Eles podem muito. Podem tanto que agora o Acre lhes pertence. E disso se ufanam orgulhosos de sua própria arrogância.

Felizmente naquela eclética (e eu diria que às vezes atônita) platéia havia muitos que estranharam o que ouviam. Afinal de contas em certas ocasiões é preciso um tempo pra processar direito traiçoeiros sentidos subliminares. Especialmente em se tratando de um espetáculo elaborado para iludir os sentidos. Tudo muito certo, tudo muito politicamente correto. Data show, fotos, mapas, notícias sensacionais intercaladas à demonstrações de metodologias adequadas e “científicas” (afinal metodologia é sempre um saco!), mais fotos sensacionais, mais expectativas primorosas, mais fotos e mais anúncios bombásticos!

Ainda assim sou capaz de apostar que a maioria entendeu tudo. Tanto assim que não presenciei a ultima parte da aula de marketing, mas soube que foi ainda pior do que a primeira parte. Constrangedora até.

Enfim, não podia ser diferente. O tal cientista que se diz especialista em paleo tempo, não conseguiu até hoje (e olhe que está tentando a um tempão) articular uma explicação coerente pra mudanças de antanho (nada de milhões, apenas os últimos dez mil anos bastariam) nesse nosso pequeno pedaço de floresta e segue em sua atordoante (ou atordoada) tentativa de explicar questionando, perguntando, especulando, ao infinito. Assim se pode fantasiar do jeito que quiser, já que se está apenas perguntando... “Não me comprometa. Eu não disse nada, apenas perguntei... E perguntar não ofende. Certo?” (Nossa! Que coisa mais antiga essa! Foi mal, caro leitor).



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 00h43
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Entre o ético e o patético (II)

 

Mas isso não impediu que entre uma pergunta e outra, viesse outro anuncio sensacional. Novas promessas de um futuro brilhante e o Acre famoso (mais ainda?) no mundo todo. Afinal logo chegarão hordas de turistas endinheirados prontos pra torrar o necessário para ver os misteriosos símbolos de terra que guardam a promessa de um futuro interplanetário (o ultimo grito da moda em soluções para o aquecimento global: Tchau Terra e pronto! Acabou-se o problema. A terra que se exploda, vamos parasitar outros mundos maravilhosos), já que são evidentes sinais que evidentemente foram deixados por nossos antigos deuses astronautas, é evidente! Afinal semi-deuses entendem de deuses e estão prontos a comunicar suas divinas verdades aos pobres e comuns mortais.

Já a segunda semi-divindade autoproclamada em nossa pequena sessão de marketing era ainda pior. Poderosa dona de uma metodologia certinha, corretinha, ajustadinha e friazinha (afinal pode ser aplicada em qualquer lugar do mundo: na China, no Zimbabwe, na Alemanha, ou no Acre). E todo mundo sabe que se você domina a metodologia você domina todo o resto, certo? Mas nem podia ser diferente, afinal ela é pós-pós-pós-pós-doutora (e se não é tão pós-pós assim não faz a mínima diferença, já que ela “se acha” assim mesmo) em alguma coisa em algum lugar do primeiro mundo. E nem venha perguntar nada. Porque ela não tem nada a responder. Apenas verdades a anunciar. Por isso é a nova autoproclamada dona do Acre. Afinal ninguém fez nada antes mesmo! Ninguém existe, de fato. As coisas só começaram a acontecer a partir de sua excelsa participação no jogo do bicho! Tá certo que há mais de cem anos atrás o Acre se autoproclamou independente, mas nem por isso costuma dar o direito de alguém chegar aqui se autoproclamando assim. Será castigo?

Sei lá, só sei que isso tudo é triste e esse foi um espetáculo patético. Principalmente porque não precisa ser assim.

Isso me lembra de uma lição que recebi de meu grande professor acreano para coisas acreanas. Com ele aprendi sobre a luz da floresta e do encanto dos que nela vivem, apenas pra explicar o que quero dizer. E foi do alto de sua simplicidade e sinceridade, que ele me contou sobre uma lição que aprendeu com uma mulher acreana (do pé rachado) que carrega em si um brilho e uma força tão evidentes e verdadeiras que nem mesmo sua frágil saúde a impede de ser vista, ouvida e admirada em todo o planeta. O que me fez considerar muito difícil ignorar, ou mesmo duvidar de, suas palavras.

Pois ele um dia me disse que aquela mulher especial o ensinou que não existe meia ética. Não dá pra ser ético em algumas coisas e fazer vista grossa em outras. Ou se é ético por inteiro, com todas as conseqüências, que tantas vezes são desagradáveis (pelo menos neste planeta doente em que vivemos), ou não se consegue exercer essa coisinha difícil de entender, mas tão indispensável pra viver dignamente, que é a ética.

Esta idéia, aparentemente tão simples, se tornou desde então pra mim uma questão de fé, porque é, na verdade, muito complexa. O problema é que não consigo mais presenciar tanta cara de pau e arrogância sem me indignar. E foi por isso que resolvi escrever este texto.



Escrito por Marcos Vinicius Neves às 00h41
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